Internacional foi punido pelo atraso no pagamento ao Dansoman Wise, de Gana. Débito gira em torno de 70 mil euros, aproximadamente R$ 400 mil, e amplia os problemas financeiros do clube no mercado de transferências.
O Internacional sofreu seu terceiro transfer ban da Fifa. A nova punição está relacionada à contratação do volante Benjamin Arhin, adquirido junto ao Dansoman Wise, de Gana.
O clube africano acionou a entidade por causa de parcelas atrasadas referentes à negociação realizada em 2025.
Benjamin chegou ao Beira-Rio por empréstimo e, posteriormente, foi adquirido em definitivo pelo Colorado.
O acordo previa o pagamento de 140 mil euros, aproximadamente R$ 800 mil na cotação da época, por 50% dos direitos econômicos do jogador. O valor foi dividido em oito parcelas de 17,5 mil euros.
Segundo informações divulgadas pelo ge, o clube ganês afirma que apenas a primeira parcela, com vencimento em abril de 2025, foi paga.
As prestações previstas para junho e outubro de 2025, além de fevereiro e junho de 2026, seguem pendentes.
A dívida atual é estimada em aproximadamente 70 mil euros, cerca de R$ 400 mil. O Dansoman Wise notificou o Internacional sobre a cobrança, e a nova sanção foi aplicada pela Fifa em razão do débito.
O caso se soma a outras duas punições que o Colorado já havia recebido da entidade. A primeira envolve a contratação do zagueiro Juninho, junto ao Midtjylland, da Dinamarca.
A segunda está relacionada à aquisição do lateral-esquerdo Ramon, negociado com o Olympiacos, da Grécia.
As punições impedem o Inter de registrar novos jogadores por até três janelas de transferências, mas podem ser retiradas mediante a regularização das respectivas pendências financeiras.
Além dos bloqueios da Fifa, o clube também enfrenta um bloqueio preventivo em âmbito nacional, aplicado pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), em razão das regras de sustentabilidade financeira da CBF.
A situação aumenta a pressão sobre a direção colorada, que precisa encontrar soluções para regularizar os compromissos com outros clubes e reorganizar o fluxo de caixa.
O cenário também representa um obstáculo ao planejamento de contratações para as próximas temporadas.
Enquanto busca alternativas para resolver as pendências, o Internacional segue impedido de registrar novos atletas.
A liberação dependerá da quitação das dívidas que motivaram as punições e do cumprimento das exigências dos órgãos responsáveis.

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