O debate sobre estrangeiros na Seleção: Roger Machado defende técnicos brasileiros e critica “dualidade de critérios”
Após o empate entre Internacional e Flamengo, Roger Machado, técnico colorado, foi questionado sobre a polêmica envolvendo a possível contratação de um estrangeiro para comandar a Seleção Brasileira – discussão que ganhou força após a saída de Dorival Júnior.
Em sua resposta, o treinador manifestou apoio à valorização de profissionais nacionais, embora reconheça a importância do intercâmbio com métodos estrangeiros.
Para ele, porém, há uma disparidade de tratamento entre os técnicos do Brasil e os de fora, o que influencia até mesmo a cultura do futebol local.
Atualmente, o cenário do Brasileirão reflete essa tendência globalizada: portugueses como Abel Ferreira, Pedro Caixinha e Pepa, sul-americanos como Eduardo Berizzo e Juan Pablo Vojvoda, além do argentino Ramón Diaz, estão entre os nomes estrangeiros em destaque.
Enquanto isso, a CBF busca opções para a vaga da Seleção, com Jorge Jesus e Carlo Ancelotti no centro das especulações.
Roger não desmerece a contribuição desses profissionais, mas chama atenção para o que classifica como “tolerância seletiva”: práticas adotadas por estrangeiros são, muitas vezes, vistas como inovadoras, enquanto as de técnicos brasileiros são submetidas a críticas mais ácidas.
“Os estrangeiros, por virem com cultura diferente, puderam ficar um pouco mais. Me davam quatro jogos. Os estrangeiros seis, sete. Aí deram para nós isso também, mas sabemos que você não pode ficar seis ou sete jogos sem vencer. Os estrangeiros foram importantes para quebrar conservas culturais que nós brasileiros não conseguimos, porque o ambiente externo não permite” – Disse o técnico colorado.
Como exemplo, citou o uso de um telão durante treinos do Flamengo em 2022, erroneamente associado a Jorge Jesus.
“Jorge Jesus (sic) pediu um telão e acharam muito bonito. Se eu pedir uma TV de 42 (polegadas) sou professor pardal. Este ano foi a primeira vez que trabalhei no dia do jogo. Se fizesse há cinco anos, seria inventor. Aprecio os estrangeiros, mas não se desconsidere o brasileiro” – Ressaltou Roger Machado.
Na realidade, o recurso foi implementado a pedido de Paulo Sousa, seu antecessor. “Ideias novas são sempre válidas, mas é curioso como algumas ganham status de revolucionárias apenas por vir de fora”, ponderou.
Para Roger, essa dinâmica cria um paradoxo: mesmo que os brasileiros absorvam técnicas internacionais, falta reconhecimento equânime. “Precisamos rever certos vieses.
O conhecimento não tem nacionalidade, mas o respeito às individualidades sim”, concluiu, defendendo que a Seleção merece um projeto sólido – seja com um nome local ou estrangeiro, desde que haja coerência.

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