Eduardo Baptista promove mudanças no Inter e define nova identidade de jogo

Em menos de três semanas no comando, treinador alterou o esquema tático, recuperou espaço para algumas peças e busca consolidar uma equipe mais competitiva na luta contra o rebaixamento.

Desde que chegou ao Internacional, em setembro, Eduardo Baptista começou a implementar mudanças na formação e no comportamento da equipe.

Mesmo com pouco tempo de trabalho, o treinador definiu uma base titular, ajustou funções de jogadores e conseguiu somar quatro pontos nos dois primeiros compromissos à frente do Colorado.

Uma das principais alterações foi a adoção do esquema 3-4-2-1, com três zagueiros, dois alas e maior presença de jogadores no setor ofensivo.

A formação utilizada contra Corinthians e Grêmio também marcou a repetição da escalação em duas partidas consecutivas, algo que não acontecia havia mais de dois meses.

Na defesa, Bruno Gomes passou a atuar como zagueiro pelo lado direito, ao lado de Gabriel Mercado e Juninho.

A mudança permitiu reorganizar outras posições e reduzir improvisações. Bernabei voltou a exercer a função de ala pela esquerda, enquanto Thiago Maia passou a dividir o meio-campo com Villagra, oferecendo cobertura defensiva.

Outra mudança importante ocorreu no ataque. Vitinho deixou de atuar em uma função mais recuada e voltou a jogar próximo da área adversária.

A alteração apresentou resultado imediato: o atacante marcou contra o Corinthians e também balançou as redes no Gre-Nal, chegando a dois gols nos dois primeiros jogos sob o novo comando.

Alerrandro também recuperou espaço. O centroavante voltou a ser titular e passou a ter uma função mais definida dentro da área, como referência ofensiva.

Além de participar da construção da jogada do gol de Vitinho contra o Corinthians, o atacante deu a assistência para o gol colorado no clássico diante do Grêmio.

A ideia de jogo de Eduardo Baptista busca aproveitar a força dos alas e aumentar a presença de jogadores na área adversária. Alan Patrick, enquanto esteve disponível, teve a responsabilidade de organizar as jogadas, segurar a bola e conectar a saída defensiva ao ataque.

O meia, porém, sofreu uma lesão na coxa esquerda no Gre-Nal e será desfalque contra o Mirassol, obrigando o treinador a encontrar uma alternativa para a função.

A pressão sobre a saída de bola adversária também se tornou uma característica do time. O Inter procura adiantar a marcação em determinados momentos e recuperar a posse no campo ofensivo para criar oportunidades rapidamente.

Os gols contra Corinthians e Grêmio tiveram origem em recuperações de bola desse tipo.

Após o clássico, Eduardo Baptista destacou o volume de ações de marcação da equipe. O treinador citou 26 faltas cometidas, sendo 17 no campo adversário, como sinal da intenção de pressionar o rival e dificultar a construção das jogadas.

Apesar das mudanças, o Internacional ainda precisa transformar a evolução em resultados suficientes para sair da zona de rebaixamento.

O empate em 1 a 1 com o Grêmio manteve o Colorado na 17ª colocação, com 32 pontos, e aumentou a importância do próximo compromisso.

Nesta sexta-feira (16), o Inter enfrenta o Mirassol, às 20h, no estádio Maião, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Uma vitória pode tirar a equipe da zona de rebaixamento, tornando o confronto decisivo para a sequência da luta pela permanência na Série A.

SET Conduta – Bryan da ZL – Manera da Sul – Prodiazz – Frankoso)

https://youtu.be/1O8nszXeEw8
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